Barbearia, tabacaria, livrarias, restaurantes, teatros e botecos de mesinhas na calçada com roda de amigos formam o cenário da Praça Roosevelt, espaço cultural que compõe a história da grande metrópole, localizado entre as ruas da Consolação e Augusta.
"Foi nesse local que Elis Regina cantou pela primeira vez em São Paulo", conta Esdras Vassalo, conhecido como Doca, dono do pitoresco bar Papo, Pinga e Petisco.
O PPP, bar do Doca ou bar do Elvis, como as pessoas costumam chamar, possui um ambiente diferenciado de outros botecos tradicionais. Tetos e paredes decorados com discos de vinil e objetos artesanais variados, geladeiras antigas, vitrolas dos anos cinqüenta e sessenta, fotografias de Elvis Presley por toda parte, painel de retratos dos freqüentadores como Mel Lisboa, Jair Rodrigues, Antonio Fagundes, Suzana Vieira entre outros completam a decoração; e no fundo do bar um sebo com livros de artes, literatura brasileira e teatro; e também discos de Tom Jobim, Elis Regina à venda por R$5,00 cada.“Aqui eu não vendo só bebida, vendo também cultura” enfatiza Doca.
Frequentador desde o dia da inauguração do bar, há sete anos, o fotógrafo e ator, Robson Regato, afirma que, não freqüentaria outros bares se não existisse o PPP. Segundo ele, por conta do público, da qualidade da comida e bebida e também da proximidade de sua casa.
“Por um mês fiz daqui a minha sala. À noite eu descia, trazia um livro, um texto que eu tinha que ler”, Regato lembra-se da época quando o boteco ainda não tinha a agitação que tem hoje. “É como se eu tivesse um bar na minha casa, e no final de tarde, três vezes por semana reúno com meus amigos para beber”, completa.
Reuniões de amigos e até mesmo de trabalhos são comuns no bar do Doca. Após a labuta, pessoas de todas as tribos e de vários lugares, entre 20 e 50 anos, se juntam para botar o papo em dia, degustar os diversos sabores de pingas como Anísio Santiago, Vale Verde, Claudionor, Germana, Canarinhos, consideradas as favoritas da lista de cachaças divulgadas pela Revista Playboy, e comer, entre outros petiscos, a famosa carne louca, especialidade da casa.
Reuniões de amigos e até mesmo de trabalhos são comuns no bar do Doca. Após a labuta, pessoas de todas as tribos e de vários lugares, entre 20 e 50 anos, se juntam para botar o papo em dia, degustar os diversos sabores de pingas como Anísio Santiago, Vale Verde, Claudionor, Germana, Canarinhos, consideradas as favoritas da lista de cachaças divulgadas pela Revista Playboy, e comer, entre outros petiscos, a famosa carne louca, especialidade da casa.
O boteco virou um ponto de encontro com direito a amigo secreto de final de ano. “E já se fala em criar um bloco de carnaval do bar”, afirma Armando Coelho Neto, editor chefe da revista Artigo 5º e freqüentador do local há cinco anos.
Segundo Neto, além do público "extremamente simpático", uma série de atrativos faz de Papo, Pinga e Petisco, um lugar especial, desde o visual a seleção musical (MPB, blues, jazz). “Eu gosto da decoração, as pessoas são diferentes em relação a outros bares e aqui tenho uma regressão musical, posso escolher a música que eu quero na vitrolinha de fichas”, conta.
Mas como nem tudo é perfeito, a reclamação fica por conta do encerramento do expediente do bar. “O grande defeito deles é que são muitos rígidos, por causa da Lei do PSIU”, reclamam os freqüentadores.
Serviço
Papo Pinga e Petisco
Praça Franklin Delano Roosevelt, 118
Seg a Qui, das 18h à 0h30. Sex e Sáb, das 18h às 2h30.
Fone (11) 3257-4106
