![]() |
Ainda não sei quem é o fotógrafo dessa linda fotografia. Quem souber me avisa. |
quinta-feira, 19 de maio de 2011
domingo, 8 de maio de 2011
Cloud Computing é visto como negócio vantajoso
Universo virtual se torna uma alternativa lucrativa a quem aluga sua capacidade tecnológica para a “computação em nuvem”
Mari Azoli
Facebook, Flickr, Gmail, Youtube, Dropbox, Mercado Livre, Skype, Twitter, são serviços que usamos no dia-a-dia, comuns para a maioria das pessoas. Porém, poucos sabem que esses são apenas alguns dos produtos baseados em Cloud Computing, a nova moda dos negócios de internet.
Trata-se de uma solução de alto desempenho computacional, na qual a infraestrutura de fornecedores e usuários (processamento, armazenamento e softwares) está em algum lugar da rede e é acessada remotamente, via internet.
As vantagens que esse modelo pode oferecer são inúmeras. Uma delas é o fato de a pessoa não depender de um equipamento específico para acessar os aplicativos, pois a parte pesada do processamento fica na “nuvem”, ou seja, em servidores espalhados pela rede. O usuário só precisa de uma boa conexão à internet.
“Posso gravar meus arquivos em um computador que não está comigo, o que possibilita acessá-los via internet a qualquer momento, de qualquer lugar”, diz Wagner Pereira, analista de sistemas do Ponto de Presença da Rede Nacional de Ensino e Pesquisa de São Paulo (RNP).
Para atender à demanda de acesso em épocas como o Natal ou Dia das Mães, a loja online Amazon costuma investir em equipamentos potentes. Passados os períodos de pico, essa estrutura ficava ociosa. Uma saída foi virtualizar sua capacidade tecnológica para atender às necessidades de outras empresas, alugando máquinas virtuais conforme o interesse do cliente.
O que começou como um investimento esporádico virou um negócio rentável para a Amazon, pioneira em fornecer serviços baseados em Cloud Computing. Lucrativo também para as empresas que não têm a tecnologia da informação (ou TI) como seu objetivo principal.
Segundo Manoel Veras, especialista em TI, as empresas podem reduzir custos de processamento e armazenagem de dados. “A loja virtual pode ter um foco em aquisição de serviços e trocar a hospedagem convencional por um modelo mais sofisticado, que transfira toda a infraestrutura para o provedor”, explica.
Celso Poderoso, Diretor de Relações Internacionais e Coordenador de Graduação Tecnológica da Faculdade de Tecnologia (FIAP), é da mesma opinião. “Há todo um custo relacionado à manutenção da estrutura, energia elétrica, pessoal técnico, etc. Isso é muito caro para empresas que não são especializadas em TI”.
Poderoso acredita que o Cloud Computing veio para ficar. “Com o passar do tempo e o consequente amadurecimento do mercado, as vantagens estarão cada vez mais aparentes”, afirma.
Mari Azoli
![]() |
Wikipedia |
Facebook, Flickr, Gmail, Youtube, Dropbox, Mercado Livre, Skype, Twitter, são serviços que usamos no dia-a-dia, comuns para a maioria das pessoas. Porém, poucos sabem que esses são apenas alguns dos produtos baseados em Cloud Computing, a nova moda dos negócios de internet.
Trata-se de uma solução de alto desempenho computacional, na qual a infraestrutura de fornecedores e usuários (processamento, armazenamento e softwares) está em algum lugar da rede e é acessada remotamente, via internet.
As vantagens que esse modelo pode oferecer são inúmeras. Uma delas é o fato de a pessoa não depender de um equipamento específico para acessar os aplicativos, pois a parte pesada do processamento fica na “nuvem”, ou seja, em servidores espalhados pela rede. O usuário só precisa de uma boa conexão à internet.
“Posso gravar meus arquivos em um computador que não está comigo, o que possibilita acessá-los via internet a qualquer momento, de qualquer lugar”, diz Wagner Pereira, analista de sistemas do Ponto de Presença da Rede Nacional de Ensino e Pesquisa de São Paulo (RNP).
Para atender à demanda de acesso em épocas como o Natal ou Dia das Mães, a loja online Amazon costuma investir em equipamentos potentes. Passados os períodos de pico, essa estrutura ficava ociosa. Uma saída foi virtualizar sua capacidade tecnológica para atender às necessidades de outras empresas, alugando máquinas virtuais conforme o interesse do cliente.
O que começou como um investimento esporádico virou um negócio rentável para a Amazon, pioneira em fornecer serviços baseados em Cloud Computing. Lucrativo também para as empresas que não têm a tecnologia da informação (ou TI) como seu objetivo principal.
Segundo Manoel Veras, especialista em TI, as empresas podem reduzir custos de processamento e armazenagem de dados. “A loja virtual pode ter um foco em aquisição de serviços e trocar a hospedagem convencional por um modelo mais sofisticado, que transfira toda a infraestrutura para o provedor”, explica.
Celso Poderoso, Diretor de Relações Internacionais e Coordenador de Graduação Tecnológica da Faculdade de Tecnologia (FIAP), é da mesma opinião. “Há todo um custo relacionado à manutenção da estrutura, energia elétrica, pessoal técnico, etc. Isso é muito caro para empresas que não são especializadas em TI”.
Poderoso acredita que o Cloud Computing veio para ficar. “Com o passar do tempo e o consequente amadurecimento do mercado, as vantagens estarão cada vez mais aparentes”, afirma.
sexta-feira, 6 de maio de 2011
Luta para salvar o Cine Belas Artes não tem final feliz
Fechamento do cinema causa tristeza e indignação nos frequentadores
Mari Azoli
Fechamento do cinema causa tristeza e indignação nos frequentadores
Mari Azoli
![]() |
Imagem: Mari Azoli |
Batucadas, buzinadas, abaixo-assinados; foram várias as manifestações a favor da permanência do Belas Artes, tradicional espaço que integrava a história da grande metrópole, localizado na esquina da Avenida Paulista com a Rua da Consolação.
A luta dos frequentadores do cinema não foi suficiente para evitar que uma das poucas salas com programação alternativa da cidade fechasse suas portas. Hoje, naquele que já foi um ponto de encontro cultural restaram apenas cartazes e faixas de protesto, além de inúmeras histórias.
Histórias como a do estudante Fábio Barbosa, que assistiu ali a praticamente todos os filmes de Pedro Almodóvar, cineasta e ator espanhol, e disse não se esquecer da sessão do longa metragem argentino O segredo dos seus olhos, dirigido por Juan José Campanella, que ganhou o Oscar de melhor filme estrangeiro em 2009.
“Alguma coisa acontece no meu coração, quando cruzo a Paulista com a Consolação. Este espaço era mágico, impregnado de energia humana, onde tantas vezes suspirei por mais de um motivo”, Barbosa relata, emocionado, seus sentimentos sobre o local.
Nabil Bonduki, professor da Faculdade de Arquitetura da USP, explica em artigo publicado na revista Carta Capital de janeiro de 2011 que a desertificação das ruas, nas cidades contemporâneas, é um dos sintomas mais graves da decadência da civilização urbana. A morte dos cinemas de rua é um dos resultados mais preocupantes desse processo.
Celso Reis, analista de sistemas, compartilha da opinião de Bonduki. “Eu não sei definir que tipo de mundo nós estamos produzindo, mas com certeza abrir mão de um cinema como o Belas Artes não me parece um sinal de evolução”, afirma.
“A nova urbanização individualiza cada vez mais o cidadão paulistano”, explica Roberval Laes Alves Bandeira, estudante do Instituto de Matemática e Estatística da USP. Ele acredita que o abandono das ruas em decorrência do encerramento das atividades dos cinemas gera maior perigo e violência à população.
Assinar:
Postagens (Atom)



