Mari Azoli
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Facebook, Flickr, Gmail, Youtube, Dropbox, Mercado Livre, Skype, Twitter, são serviços que usamos no dia-a-dia, comuns para a maioria das pessoas. Porém, poucos sabem que esses são apenas alguns dos produtos baseados em Cloud Computing, a nova moda dos negócios de internet.
Trata-se de uma solução de alto desempenho computacional, na qual a infraestrutura de fornecedores e usuários (processamento, armazenamento e softwares) está em algum lugar da rede e é acessada remotamente, via internet.
As vantagens que esse modelo pode oferecer são inúmeras. Uma delas é o fato de a pessoa não depender de um equipamento específico para acessar os aplicativos, pois a parte pesada do processamento fica na “nuvem”, ou seja, em servidores espalhados pela rede. O usuário só precisa de uma boa conexão à internet.
“Posso gravar meus arquivos em um computador que não está comigo, o que possibilita acessá-los via internet a qualquer momento, de qualquer lugar”, diz Wagner Pereira, analista de sistemas do Ponto de Presença da Rede Nacional de Ensino e Pesquisa de São Paulo (RNP).
Para atender à demanda de acesso em épocas como o Natal ou Dia das Mães, a loja online Amazon costuma investir em equipamentos potentes. Passados os períodos de pico, essa estrutura ficava ociosa. Uma saída foi virtualizar sua capacidade tecnológica para atender às necessidades de outras empresas, alugando máquinas virtuais conforme o interesse do cliente.
O que começou como um investimento esporádico virou um negócio rentável para a Amazon, pioneira em fornecer serviços baseados em Cloud Computing. Lucrativo também para as empresas que não têm a tecnologia da informação (ou TI) como seu objetivo principal.
Segundo Manoel Veras, especialista em TI, as empresas podem reduzir custos de processamento e armazenagem de dados. “A loja virtual pode ter um foco em aquisição de serviços e trocar a hospedagem convencional por um modelo mais sofisticado, que transfira toda a infraestrutura para o provedor”, explica.
Celso Poderoso, Diretor de Relações Internacionais e Coordenador de Graduação Tecnológica da Faculdade de Tecnologia (FIAP), é da mesma opinião. “Há todo um custo relacionado à manutenção da estrutura, energia elétrica, pessoal técnico, etc. Isso é muito caro para empresas que não são especializadas em TI”.
Poderoso acredita que o Cloud Computing veio para ficar. “Com o passar do tempo e o consequente amadurecimento do mercado, as vantagens estarão cada vez mais aparentes”, afirma.
