quarta-feira, 6 de abril de 2011

Adiamento na inauguração das novas estações de metrô descontenta população

por Katia Kreutz
Imagem: Pastor Fredes
Trânsito parado, ônibus lotados, irritação generalizada. Quem costuma se atrasar por conta dos congestionamentos em São Paulo certamente já pensou em alternativas para melhorar o transporte na cidade. A nova Linha Amarela do metrô seria uma delas, mas a demora para inauguração de todas as suas estações tem deixado os paulistanos um pouco desanimados.

O início das obras se deu em 2004, por meio do Governo do Estado de São Paulo, estando envolvidos no empreendimento o Consórcio Construtor – Via Amarela, o Metrô e a concessionária operadora – Via Quatro. A Linha 4 prevê a integração entre as linhas 1-Azul, 2-Verde e 3-Vermelha. Sua primeira etapa terá 11 estações.

A abertura da nova linha ao público já teve sua data adiada inúmeras vezes. A primeira delas devido ao acidente ocorrido na estação Pinheiros, em janeiro de 2007. Desde então, outros problemas surgiram, como a dificuldade de desapropriação dos imóveis nos locais escolhidos. Quanto aos sítios das escavações, uma curiosidade é o fato de que os trabalhos resultaram também em descobertas arqueológicas.

O maior impacto sentido pela população, contudo, tem sido a expectativa quanto à abertura das novas estações. Comerciantes dos bairros pelos quais irá passar a Linha Amarela investem na melhoria de seus negócios e imobiliárias estimam uma grande valorização urbana para as áreas em questão.

Mas apesar dos prospectos positivos, a interminável fase de testes tem desanimado os usuários. Em maio de 2010, foram abertas ao público as estações Paulista e Faria Lima. O horário de funcionamento, das 9h às 15h, recentemente estendido para iniciar às 8h, desagradou os paulistanos que há anos aguardam por essa linha.

Segundo o departamento de imprensa da Companhia do Metropolitano de São Paulo, para este semestre estão programados quatro eventos: a entrega da estação Butantã (inaugurada em 28/03/11), a entrega da estação Pinheiros, a integração física entre metrô e CPTM na estação Pinheiros e a ampliação do horário de operação: das 4h40 à meia-noite.

As promessas de abertura não são suficientes para amenizar a polêmica causada pelo recente aumento do preço das passagens. Acompanhando o ajuste nas tarifas de ônibus, o valor do metrô passou de R$ 2,65 para R$ 2,90 no início deste ano, o que provocou nova onda de insatisfação entre os que utilizam regularmente esse meio de transporte.

Críticas também são dirigidas à arquitetura das estações recém construídas. Os prédios têm sido considerados exagerados e pouco práticos. Exemplo disso é a brilhante fachada da estação Butantã, que atrapalha a visibilidade no trânsito. Os avanços tecnológicos, no entanto, são grandes atrativos – trens sem motorista, portas automáticas, tudo projetado para facilitar a vida dos usuários.

“Até o final deste ano deverão ser entregues as estações República e Luz, na área central da cidade”, garante o departamento de imprensa do metrô. O cronograma da obra segue um contrato e a expectativa é de que ela seja de fato concluída nas datas especificadas pelas empresas fornecedoras.