quarta-feira, 6 de abril de 2011

Linha 4 do metrô tem em média 18 desapropriações por quilômetro

por Cristina Abreu
Imagem: Cristina Abreu
Com estudos prévios para minimizar o número de pessoas e negócios desapropriados, as obras da Linha 4 – Amarela tiveram 231 imóveis deslocados na primeira etapa do projeto de expansão do metrô.

Essa etapa abrange 12,8 quilômetros de extensão, com 11 estações. De forma amigável ou por decisão judicial, as deslocações foram necessárias para dar continuidade ao projeto, elaborado há 40 anos, e que possivelmente ajudará a valorizar os imóveis das regiões por onde a linha irá passar.

A média é de 18 desapropriações por quilômetro, sendo que, no bairro da Vila Sônia, onde ficará o pátio de manobras dos trens, houve o maior número de desapropriados. Ao todo foram 47 imóveis deslocados, 16 dos quais são residenciais e 31 comerciais.

Entretanto, antes de se iniciar as obras, a Companhia do Metropolitano de São Paulo (Metrô) elaborou um plano de reassentamento, visando minimizar os impactos aos moradores da região. De acordo com o responsável pejo projeto de desapropriação, Antonio Carlos Vieira, as deslocações ocorreram dentro da normalidade. “De nenhuma forma isso atrapalhou o andamento das obras”, diz.

As desapropriações começam primeiramente com um decreto do governador do Estado. Os proprietários foram notificados e o juiz responsável nomeou um perito para avaliar os imóveis, com base no valor de mercado. A indenização poderia ser paga por meio de acordo ou decidida pelo juiz, quando o proprietário não aceitava o valor proposto.

De uma forma ou de outra esses reassentamentos possibilitaram a continuidade do projeto (que ainda não foi concluído) e a valorização da região. Desde 2006, a administração do metrô, juntamente com imobiliárias, vem fazendo análises a partir da Luz, na região central, até a Vila Sônia, Zona Sul, para demonstrar o impacto positivo ao entorno da Linha Amarela.

Esses estudos concluíram que a nova linha ocasionará uma alta de aproximadamente 30% no valor dos imóveis localizados a até três quarteirões de distância das estações de metrô, ou seja, cerca de 300 metros. Dependendo do lugar, a valorização pode chegar a 100% - como no Largo da Batata e na Vila Sônia, onde o interesse de mercado é maior.