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Imagem: Cristina Abreu |
Essa etapa abrange 12,8 quilômetros de extensão, com 11 estações. De forma amigável ou por decisão judicial, as deslocações foram necessárias para dar continuidade ao projeto, elaborado há 40 anos, e que possivelmente ajudará a valorizar os imóveis das regiões por onde a linha irá passar.
A média é de 18 desapropriações por quilômetro, sendo que, no bairro da Vila Sônia, onde ficará o pátio de manobras dos trens, houve o maior número de desapropriados. Ao todo foram 47 imóveis deslocados, 16 dos quais são residenciais e 31 comerciais.
Entretanto, antes de se iniciar as obras, a Companhia do Metropolitano de São Paulo (Metrô) elaborou um plano de reassentamento, visando minimizar os impactos aos moradores da região. De acordo com o responsável pejo projeto de desapropriação, Antonio Carlos Vieira, as deslocações ocorreram dentro da normalidade. “De nenhuma forma isso atrapalhou o andamento das obras”, diz.
As desapropriações começam primeiramente com um decreto do governador do Estado. Os proprietários foram notificados e o juiz responsável nomeou um perito para avaliar os imóveis, com base no valor de mercado. A indenização poderia ser paga por meio de acordo ou decidida pelo juiz, quando o proprietário não aceitava o valor proposto.
De uma forma ou de outra esses reassentamentos possibilitaram a continuidade do projeto (que ainda não foi concluído) e a valorização da região. Desde 2006, a administração do metrô, juntamente com imobiliárias, vem fazendo análises a partir da Luz, na região central, até a Vila Sônia, Zona Sul, para demonstrar o impacto positivo ao entorno da Linha Amarela.
Esses estudos concluíram que a nova linha ocasionará uma alta de aproximadamente 30% no valor dos imóveis localizados a até três quarteirões de distância das estações de metrô, ou seja, cerca de 300 metros. Dependendo do lugar, a valorização pode chegar a 100% - como no Largo da Batata e na Vila Sônia, onde o interesse de mercado é maior.
