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Imagem: Vagner Chimenes |
Nos projetos das 11 novas estações da Linha 4-Amarela do metrô, os arquitetos optaram pelo uso de cores vivas e verticalizaram os acessos às estações, para que elas causassem um impacto visual nas ruas, tornando-se um marco na paisagem urbana.
Com a ideia de proporcionar uma nova experiência de percepção e conforto aos usuários, além do visual mais colorido e um design de geometria circular – para minimizar a sensação de confinamento nos espaços subterrâneos – foi adotada uma estrutura de iluminação e ventilação natural nas amplas cúpulas.
Um exemplo do uso de cúpulas é a linha Butantã. Construído na Av. Vital Brasil, Zona Oeste, o prédio possui um revestimento externo de placas de aço inox. Essa estação é alvo de críticas pelo fato de refletir a luz do sol e ofuscar a visão de motoristas e pedestres. Já a estação Paulista é criticada pelo uso de pastilhas de cerâmica azul na fachada, motivo pelo qual foi apelidada de “Banheirão”.
De acordo com Jorge Bassani, professor de História da Arquitetura e Urbanismo da FAU (Faculdade de Arquitetura da USP), as críticas contra as novas estações são relacionadas à projeção ostensiva na paisagem urbana e ao uso de cores vibrantes, mas isso é decorrente de uma dificuldade de testar novas linguagens arquitetônicas na cidade.
Sobre o uso das pastilhas coloridas, o professor diz que o povo brasileiro gosta de cores e que, ao visitar a estação Paulista, teve simpatia por ela. “Muitas pessoas acham estranho porque estão acostumadas ao uso excessivo do estilo Neoclássico nas construções e isso é uma questão cultural”
Com relação às técnicas arquitetônicas aplicadas nas estações, Bassani acredita que o uso dessa nova arquitetura é válido. “Planejar uma estação é muito difícil por causa da funcionalidade, apesar dos problemas que possam existir, acredito que o metrô é vítima da dificuldade de testar coisas novas”, conclui.
