![]() |
Imagem: Divulgação: Digna Imagem/Clóvis Ferreira |
Com sua tecnologia moderna, a Linha 4 – Amarela do metrô exige tempo para que seja concluída sua fase de testes. Um dos maiores benefícios, que já pode ser visto no metrô Paulista, é seu sistema chamado driverless, que permite a operação dos trens sem condutor, usando um sistema informatizado e controlado à distância por um operador, de uma cabine central de comandos.
Junto a este sistema, operam também outros. Eles são complexos e seu uso requer um tempo razoável de simulações antes de sua implantação definitiva, o que explica a demora no processo. Para se ter uma ideia, no início foram detectadas pequenas falhas de sincronização entre as portas das composições e as portas das plataformas, que se abrem juntamente com as dos trens.
O software que controla remotamente os trens foi modificado, de modo a sincronizar os vagões perfeitamente com as portas. Este sistema contribuirá na diminuição de acidentes, evitando interrupções no transporte metroviário de São Paulo. Antigamente ocorria uma falha que que obrigava as composições a pararem alguns milímetros fora da posição das portas.
Também tiveram que ser feitos outros acertos entre os links de dados de trens, estações e outros pacotes de softwares que compõem o sistema conhecido como CBTC - Communication-based Train Control, ou sistema de controle de trens com base em comunicação.
“Não é apenas um sistema que opera na Linha 4, são vários. Cada um deles requer de um operador e muita atenção”, explica Ana Maria Oliva, da assessoria de imprensa da Via Quatro.
Com a operação automática haverá mais segurança, as velocidades serão mantidas sempre dentro dos limites permitidos e reguladas de acordo com a necessidade, o que dará mais agilidade à circulação dos trens. Quando a nova linha estiver concluída em toda sua extensão (da estação Luz até a Vila Sônia), o intervalo entre os trens será de 90 segundos.
A Linha Amarela do metrô paulistano é operada pela concessionária Via Quatro, uma das oito empresas que pertencem ao Grupo CCR – Companhia de Concessões Rodoviárias, o mesmo que administra as rodovias nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Paraná.
A empresa iniciou este ano sua atuação no segmento de transporte de passageiros com a Linha 4 - Amarela do metrô de São Paulo, além de fazer parte do Grupo STP, o qual opera os meios eletrônicos de pagamento Sem Parar, Via Fácil, e Controlar.
